segunda-feira, 9 de julho de 2012

                                          Musicas De Festa Junina.





CAPELINHA DE MELÃO
autor: João de Barros e Adalberto Ribeiro                                      

Capelinha de melão
é de São João.
É de cravo, é de rosa, é de manjericão.

São João está dormindo,                                                            
não me ouve não.
Acordai, acordai, acordai, João.

Atirei rosas pelo caminho.
A ventania veio e levou.
Tu me fizeste com seus espinhos uma coroa de flor.


PULA A FOGUEIRA
autor: João B. Filho

Pula a fogueira Iaiá,
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.

Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.

Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és
dona do meu coração.



Postado pelo Grupo 4.

Como é comemorada nas demais regiões

Festa Junina

Região Sul

A festa junina na região Sul também costuma ser comemorada em grande estilo, valorizando o estilo caipira e a essência do evento. No entanto, os estados costumam incorporar outros traços culturais para tornar as festas de São João mais agradáveis e de acordo com as tradições do sul brasileiro.Os trajes caipiras  também combinam com a região Sul do Brasil, mas essas roupas são associadas ao vestuário regional para tornar a comemoração mais exclusiva. Dessa forma, é comum encontrar homens com trajes de peão e mulheres vestindo roupas delicadas e românticas de prenda. O regionalismo está expresso no uso da bombacha,vestidos rendados e discretos, entre outras peças características principalmente do Rio Grande do Sul.A festa é aquecida pelo ritmo do vanerão, uma dança típica entre os gaúchos e também muito popular no Paraná e Santa Catarina. Para conseguir acompanhar os movimentos da dança, é necessário ter muita disposição, energia e conhecer bem os passos. Ainda se tratando do contexto de danças típicas, vale apena ressaltar a dança das fitas, que possui origem portuguesa e espanhola, mas foi agregada a cultura sulista.Tal como acontece nas demais festas juninas do país, os eventos do Sul também possuem uma série de brincadeiras, queima de fogos, barraquinhas de comidas típicas que também se apropriam do regionalismo. Com certeza uma típica festa junina gaucha terá muito churrasco e chimarrão.


                                      Região Nordeste
No mês de junho, em algumas cidades brasileiras, não precisa ser dia 24 para começar as comemorações da festa junina. É tradição de Caruaru e Campina Grande oferecer o melhor da festividade junina do Brasil. As festas juninas que acontecem nessas cidades atraem turistas de todo Brasil e do exteriortambém, ano após ano. É comemorado com muitas danças, quadrilhas, show musicais, fogos de artifício acompanhado de canjica e a pamonha que são comidas tradicionais da festa na região, devido à época ser propícia para a colheita do milho.Quem visita o nordeste nessa época, nunca esquece pelas festividades muito animadas e é uma ótima ocasião para quem deseja conhecer a cultura e os costumes de um povo que comemora a colheita do milho de uma forma bem divertida e contagiante.Outras cidades nordestinas também comemoram as festas juninas em grande estilo, um pouco diferente para cada estado, mas ainda assim com muita dança e muita alegria: São Luiz (MA), Teresina (PI), João Pessoa (PB) também são cidades nordestinas que oferecem essa atração no mês de junho.No Nordeste ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.


Região Centro-Oeste
Conta a história que as comemorações juninas surgiram na época pré-gregoriana, em comemoração à fartura das colheitas, no solstício de verão, quando realizava-se uma grande festa pagã para agradecer a fertilidade da terra. Essa festa era realizada no dia vinte e quatro de junho.Nessa data, o milho está em evidência em nossas plantações, sendo a base de todos os alimentos consumidos nas festas juninas.Dentre tantos pratos deliciosos podemos destacar a canjica, o curau, a pipoca, a pamonha, o bolo de milho, o caldo de milho, milho cozido, dentre outros. Porém, não são apenas esses alimentos que compõem a culinária da festa.Várias são as opções para se fazer uma boa festa junina. O mané-pelado é um bolo feito de mandioca crua, ralada; a paçoquinha é feita de amendoim torrado, bolacha de maisena e leite condensado; a maçã do amor é uma maçã mergulhada em calda de açúcar, com um cabo de palito de picolé; bolo de coco; cachorro-quente, o delicioso pãozinho com molho e salsicha; pé de moleque, feito com rapadura e amendoim torrado; pinhão cozido, uma castanha característica do sul e o famoso quentão, feito com gengibre, canela e pinga.As festas juninas são conhecidas como características da Igreja Católica Apostólica Romana, por manter culto de veneração a três santos: São João, Santo Antônio e São Pedro.Dessa cultura religiosa surgiram as quermesse ou festas de barraquinhas, onde são vendidos esses deliciosos alimentos, além de artesanatos, a fim de arrecadar verbas para as benfeitorias da igreja.Essas festas também são conhecidas como festas de caridade e durante sua realização acontecem várias brincadeiras, também para se arrecadar fundos. São feitos pequenos leilões de alimentos, nos quais os lances chegam a valores bem maiores que os das prendas, mas somente para levar animação ao momento, além de fazer a doação para a igreja.


Região Sudeste


Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quemersses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante a quemers.




Região Norte
 A festa típica é ofuscada pelo festival folclórico de Parintins, que ocorre no final de junho no Amazonas. Em lugar da quadrilha, ouve-se a toada do boi-bumbá. São servidas receitas regionais como tapioca (à base de mandioca) e tacacá (bebida de origem indígena).



Grupo 6

Carina Paola
Eliza Ramos
Jefferson Costa
Raphaelle Cristine


Brincadeiras juninas



Durante as festas juninas são realizadas diversas brincadeiras, mudando um pouco de região para região. Uma delas presente em quase todos os lugares é o pau-de-sebo. Existem outras como pular a fogueira, a pescaria, quebra o pote entre muitas outras. As brincadeiras que valem prendas também são uma grande atração nas festas caipiras.


Brincadeiras tipicas encontradas quase sempre em todas as festas juninas 



                       

Pescaria


A pescaria é uma das brincadeiras mais tradicionais de Festa Junina. Ela é simples e bem divertida. Basta recortar peixes de papel grosso (tipo papelão) e colocar números neles. Devemos colocar uma argola na boca do peixe e enterrá-lo num recipiente grande com areia. Devemos deixar apenas a argola para fora e o número deve ficar encoberto pela areia. Os participantes recebem varas de pescar. Ganha a brincadeira aquele que pescar a maior quantidade de peixes ou com maior número de pontos. Em quermesses é também comum dar prêmios (brindes) aos participantes que pescam os peixes.


Corrida do saco

Também muito tradicional, consiste numa corrida onde os participantes devem pular dentro de um saco de estopa (saco de farinha, por exemplo). Quem atingir a reta final primeiro ganha a partida. É possível também fazer a corrida em duplas.


Corrida do Saci-Pererê

Parecida com a corrida do saco, porém os participantes devem correr apenas num pé.Jogo do rabo do burroEste jogo é bem divertido. Usamos um burro desenhado em madeira ou papelão. O participante deve, com os olhos vendados, colocar o rabo no burro no local certo. O participante deve ser girado algumas vezes para perder a referência.

Derrubando latas

Basta colocar várias latas vazias num muro. Os participantes tentam derrubar as latas atirando bolas feitas com meias. Vence quem derrubar mais latas.

Correio Elegante

Os organizadores da brincadeira servem como intermediários na entrega de bilhetes com mensagens de amor, amizade, paquera ou apenas brincadeira.

Pau de sebo

Esta brincadeira está quase sempre presente em todas Festas Juninas. Os organizadores da festa colocam um tronco de árvore grande fincado no chão. Passam neste tronco algum tipo de cera ou sebo de boi. No topo do pau de sebo, coloca-se algum brinde de valor ou uma nota de dinheiro. A brincadeira fica interessante, pois a maioria dos participantes não conseguem subir e escorregam.


Quebra-pote

Um pote de cerâmica fina é recheado de doces e balas. Esse pote é amarrado em uma trave de madeira. O participante (geralmente criança), de olhos vendados, e munido de uma madeira comprida tentará acertar e quebrar o pote. Quando isso acontece todos podem correr para pegar as guloseimas.

Corrida do Ovo na colher

Um ovo de galinha é colocado numa colher de sopa. Os participantes devem atingir a linha de chegada levando a colher com o cabo na boca, sem derrubar o ovo.



Postado pelo GRUPO 3
Bebidas típicas de festa junina/julina.


Quentão
 É uma bebida quente tradicionalmente servida durante as quermesses e festas juninas no Brasil. É relacionada às noites frias do período em que ocorrem estas festas, sobretudo na região sul do Brasil. Consiste em uma mistura aquecida de vinho ou cachaça, gengibre, açúcar e especiarias como cravo e canela. Existe também o quentão sem álcool que pode ser feito com suco de uva ou só água.


Vinho Quente 


 É uma variação do Quentão. Feito com vinho, o que o diferencia é que não é feito com gengibre e também não leva tantas especiarias quanto o quentão.


Camel

 Uma simples mistura de cachaça com mel.


Suco de milho





Simples de fazer, o suco de milho é uma delícia, tanto para adultos quanto para crianças.


Grupo 2.

   


 

domingo, 8 de julho de 2012


Trabalho Postado pelo GRUPO 08- Thayse Fortunato-Letícia Zéla, Nayara Moraes, Maria do Carmo




Danças Típicas de Festa Junina 


A dança é uma das melhores expressões culturais existentes porque envolve o movimento, o canto e a dramatização. É a necessidade de se expressar que leva o homem a utilizar as artes e transformá-la em um símbolo de seu povo ou sua cidade. No Brasil, as principais danças típicas têm forte ligação com a religiosidade e os fatores históricos. São ritmos alegres com roupas e cenários populares de cada região. A verdadeira dança típica é aquela que demonstra o melhor e o mais importante de uma localidade


Quadrilha

Por volta dos séculos XII e XIV, os camponeses ingleses dançavam uma dança campestre, conhecida com “country dance”, na qual descendentes de celtas e saxões executavam velhos rituais pagãos num Reio Unido já cristianizado. Durante a Guerra dos Cem Anos, a dança se espalhou pela França, com o nome afrancesado de “contredance”.
A dança perdeu o formato roceiro característico e tomou um estilo de dança nobre ou dança de corte nos principais reinados europeus. No Brasil, adança de quadrilha, assim como era chamada em Portugal, foi trazida praticamente com a vinda da Família Real Portuguesa, em 1808.
No Brasil, durante o período regencial, a dança de quadrilha causava grande frenesi  entre a alta sociedade da época, principalmente com a vinda de orquestras de dança de Millet, Cavalier e Tolbecque. A dança se popularizou e aqui ganhou várias derivações como a “Quadrilha Caipira” em Minas Gerais, o “Baile Sifilítico” na Bahia e o “Saruê” no Brasil Central.
Dança de pares de origem européia que no Brasil passou a ser dançada nas festas do mês de junho em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Em virtude talvez de rápida popularização, a quadrilha ganhou numerosas variantes - no interior de São Paulo surgiu a quadrilha caipira, e em Campos, RJ, a Mana-chica. 
Muitas danças do fandango empregam a marcação da quadrilha, a exemplo do que ocorre em bailes gaúchos. Vale observar ainda que a quadrilha influenciou diretamente as danças em fileiras opostas e as contradanças em geral. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador da dança. Conserva algumas denominações e movimentações tradicionais e incorpora criações adaptadas pelos marcadores. A música, geralmente de ritmo marcado, é executada com o acompanhamento tradicional da sanfona.


Dança do Pau de Fitas

Dança de pares de origem portuguesa, realizada na ilha de Santa Catarina representa a fertilidade da terra, ela ocorre ao redor de um mastro encimado por um conjunto de largas fitas multicores. Os participantes formam dois grupos que, dançando, entrelaça m fitas, forman do um trança do em volta d o mastro. A dança poss ui quatro movim entos: trançado simples, trançado duplo, trenzinho e rede do pescador. Não possui música exclusiva. À semelhança da quadrilha, são executadas peças autônomas, desde que possuam cadenciamento que favoreça o andamento dos pares na execução do trançado. São freqüentes conjuntos musicais compostos por violão, cavaquinho, pandeiro e acordeão.


Dança do arco de flores

A dança do arco de flores relacionado com os pastores açorianos, que no inicio da colonização pastoreavam no interior da ilha de Santa Catarina. As flores fixadas no arco são típicas da estação. 
Dança de pares no Paraná e em Santa Catarina, na qual cada um dos dançantes sustenta pelas extremidades um arco florido e realiza movimentos "balainhas", que no final serão desmanchadas. Acontece de forma autônoma durante as festas juninas e antecede a apresentação do pau-de-fita, e a abertura da dramatização do boi-de-mamão. O uso do arco de flores acontece também no çairé (AM).


Bumba-meu-boi
O bumba-meu-boi é uma das danças mais típicas do país porque ocorre em diversos estados e principalmente no nordeste. Além de dança, ela é uma representação da sociedade brasileira. É a história cantada e dançada da Catirina, uma sertaneja que grávida acabou desejando a língua do boi preferido do dono da fazenda onde ela e seu marido Chico Vaqueiro trabalham.
Seu marido acaba tirando a língua do boi a pedido de sua mulher e a notícia chega aos ouvidos do fazendeiro. Ele acusa Chico Vaqueiro pelo ocorrido e são solicitados vários médicos para curá-lo. Durante toda a dança, há o julgamento e o perdão do homem. O boi, que aparentemente havia morrido, acaba sendo curado e é realizada uma grande festa com danças e cantorias.


Forró
Essa dança típica brasileira é muito conhecida no país e tem suas raízes diretamente ligadas à região nordeste. O forró possui diversos aspectos retirados da cultura e do cotidiano desse povo e, por isso, passou a ser comum não só ali como em todo o país. A música que embala os dançarinos tem o mesmo nome da dança e é acompanhada de instrumentos musicais como a sanfona, zabumba e triângulo. Há indícios de que ela surgiu no século XIX e como era dançada em terrenos de chão batido, as pessoas dançavam com os pés arrastados para evitar que a poeira levantasse.
Uma das características mais peculiares do forró é que os dançarinos arrastam os pés pelo salão e dançam bem colados, em pares. São diversas formas de dançá-lo: podem alternar entre lento, moderado e rápido. Há, ainda, a divisão entre forró eletrônico, tradicional, universitário, dentre outros.



Caterete

Dança rural do Sul do país, o cateretê foi introduzido pelos jesuítas nas comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição. É uma dança bastante difundida nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e também está presente nas festas católicas do Pará, Mato-Grosso e Amazonas.
Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado com tamancos de madeira dura. No interior desses estados, os dançarinos dançam descalços ou usam esporas nos sapatos. Em algumas cidades o cateretê é conhecido como catira.
Em geral, o cateretê é dançado apenas por homens, porém em alguns estados, como Minas Gerais, as mulheres também participam da dança. Os dançarinos formam duas fileiras, com acompanhamento de viola, cantos, sapateado e 
palmas. Os saltos e a formação em círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos não cantam, apenas batem os pés e as mãos e acompanham a evolução. As melodias são cantadas por dois violeiros, o mestre, que canta a primeira voz, e o contramestre, que faz a segunda.



Fandango


Dançado em várias regiões do país em festividades católicas como o Natal e as festas juninas, o fandango tem sentidos diferentes de acordo com a localidade. No Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até em São Paulo) o fandango é um baile com várias danças regionais: anu, candeeiro, caranguejo, chimarrita, chula, marrafa, pericó, quero-quero, cana-verde, marinheiro, polca etc. A coreografia não é improvisada e segue a tradição.


Lundu (lundum/londu/landu)

De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil pelos escravos vindos principalmente de Angola. Nessa dança, homens e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos.
A mulher dança no lugar e tenta seduzir com seus encantos o parceiro. A princípio ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz e a envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e revelam a paixão que passa a existir entre os dançarinos. Logo o cavalheiro passa a provocar outra dama e o lundu recomeça com a mesma vivacidade.
O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos, castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras e violões. Em geral a música é executada como compasso binário, com certo predomínio de sons rebatidos.
Essa dança é típica das festas juninas nos estados do Norte (como parte da quadrilha tradicional e independente desta), Nordeste e Sudeste do Brasil.


Trabalho Postado pelo GRUPO 08- Thayse Fortunato-Letícia Zéla, Nayara Moraes, Maria do Carmo

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Trajes Típicos



Trajes Típicos de cada Região Brasileira 


    No fim do século XIX, as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas "presunto" e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavaleiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisas de colarinho duro, gravata de laço e botinas.


    Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestuário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário caipira ou sertanejo baseada no hábito de se confeccionar roupas femininas com tecidos de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim, as roupas usadas para dançar a quadrilha variam conforme as características culturais de cada região do país. Os trajes mais comuns são: para os cavalheiros, camisa de estampa xadrez, com imitação de remendos na calça e na camisa, chapéu de palha, talvez um lenço no pescoço e botas de cano; as damas geralmente usam vestidos com estampas florais, de cores fortes com babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes no cabelo e/ou chapéu de palha.
    A festa de São João brasileira tradicional é típica da Região Nordeste. A indumentária citada acima é a utilizada nesta região.
    No Sul, a dança-das-fitas, de origem portuguesa e espanhola, é a que mais anima as festas. Casais com roupa caipira, bombachas e vestidos remendados, dançam cruzando fitas coloridas presas a um mastro. O gosto dos gaúchos pelas carnes não é esquecido e o churrasco está sempre presente. Mas em toda festa junina não pode faltar a famosa queima de fogos, barraquinhas de comidas típicas, quentão fogueiras, quadrilhas, músicas caipiras e os trajes tradicionais do interior. No sul, os vestidos femininos ganham mais rendas e um ar de romântico
já os homens ganham trajes de peão.

    No Rio Grande do Sul, por exemplo, os  participantes não aderem aos trajes caipiras e comemoram com o vestuário típico da região, como a bombacha, sob o ritmo do vanerão.
    Da região Sudeste vem o caipira com chapéu de palha, calça remendada, camisa xadrez e dente cariado, personagem nascido nas comemorações pelo interior de São Paulo e de Minas Gerais.




    

    Na Região Norte a festa típica é ofuscada pelo festival folclórico de Parintins, que ocorre no final de junho no Amazonas. Em lugar da quadrilha, ouve-se a toada do boi-bumbá. As cores das vestimentas durante o festival baseiam-se nos tons de azul.
   


A tradição na região Centro-oeste é dançar ao ritmo da polca paraguaia, a indumentária, porém é semelhante a tradicional.






TRAJES TRADICIONAIS

    O vestuário masculino é inspirado no caipira: paletó, camisa xadrez, calça remendada com retalhos coloridos, suspensório, lenço no pescoço, bota nos pés e chapéu de palha. O bigodinho desenhado com lápis delineador dá todo o charme no visual.
    Já o traje feminino oferece mais diversidade na hora da escolha. Vestidos coloridos de chita, saias rodadas com várias camadas e de babados são tradicionais em qualquer "arraiá". Para incrementar, vale usar meia-calça, camadas de cetim, rendas, fitinhas e flores. No cabelo marias-chiquinhas e tranças são penteados clássicos.






Meninas

1 Blush vermelho e sardas feitas com lápis para contorno dos olhos.
2 Tranças verdadeiras ou postiças.
3 Batom vermelho e dente pintado de preto com lápis para contorno dos olhos.
4 Meias até os joelhos.
5 Calção de chita com babados e rendas.
6 Vestido de chita cheio de babados e rendas.
7 Fita larga na cintura com um laço atrás.
8 Chapéu de palha enfeitado com fitas e flores.


Meninos

1 Chapéu de palha com as abas desfiadas.
2 Dente pintado de preto.
3 Camisa xadrez.
4 Jeans "pula brejo", com remendos coloridos.
5 Botina e meias coloridas.
6 Lenço vermelho.

7 Bigode e cavanhaque feitos com lápis para olhos.

Noiva 

1 Blush vermelho e sardas nas bochechas feitas com lápis para contorno dos olhos.
2 Veu de tule e grinalda de papel crepom.
3 Se quiser, costure uns remendos coloridos no vestido.
4 Tênis e meias brancas.
5 Vestido branco cheio de babados e rendinhas. Se quiser, costure uns remendos coloridos.
6 Baton e dente pintado de preto.


Noivo

1 Chapéu de palha com as abas desfiadas.
2 Sobrancelhas, bigode e cavanhaque feitos de lápis para contorno dos olhos.
3 Camisa xadrez e gravata berrante.
4 Calça Jeans remendada.
5 Botas e meias coloridas.
6 Paletó com remendos coloridos nas mangas.
7 Flor para lapela.








Nomes: Bianca Almeida
            Catarine Ribeiro
            Gabriella Leal
            Patricia Tavares




GRUPO 5.

quinta-feira, 5 de julho de 2012




                     A Origem da festa Junina


                 As quadrilhas vieram da Europa para o Brasil



         Na época da colonização do Brasil, após o ano de 1500, os portugueses introduziram em nosso país muitas características da cultura europeia, como as festas juninas.
Mas o surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão.        Ao longo dos anos, cada região do Brasil comemora de um jeito diferente. O que importa é o ingrediente principal: a alegria.
        Essas festas eram conhecidas como Joaninas e receberam esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para a vinda de Jesus.
       Assim, passou a ser uma comemoração da igreja católica .Mas os negros e os índios que viviam no Brasil não tiveram dificuldade em se adaptar às festas juninas, pois são muito parecidas com as de suas culturas.   
         Apesar de hoje serem festas católicas, as comemorações juninas antecedem o nascimento de Cristo. Em certa época e durante muito tempo os católicos passaram a associar esta celebração ao aniversário de São João, no dia 24 de junho, mais tarde, os festejos incluíram os dias de Santo Antônio (dia 13) e São Pedro (dia 29).
          Hoje, as festas juninas são entendidas como uma oportunidade para juntar os amigos e a família e se divertir!
          A decoração é feita com bandeirinhas coloridas, confeccionadas com folhas de papel de seda ou cartolina de diversas cores ou, até as mais originais são as bandeirinhas de jornal ou folhas de revistas coloridas.
          Quando há espaço usam papel laminado nas cores vermelha e amarela para fingir uma fogueira, amassando o papel de forma a imitar as labaredas. As folhas amarelas ficam na parte de dentro, para imitar a chama mais forte do fogo. Junta-se uns gravetos de madeira para colocar em volta e montar a fogueira.          Aos poucos, as festas juninas foram sendo difundidas em todo o território do Brasil, mas foi no nordeste que se enraizou, tornando-se forte na nossa cultura. Nessa região, as comemorações são bem acirradas – duram um mês, e são realizados vários concursos para eleger os melhores grupos que dançam a quadrilha. Além disso, proporcionam uma grande movimentação de turistas em seus Estados, aumentando as rendas da região.
         Com o passar dos anos, as festas juninas ganharam outros símbolos característicos. Como é realizada num mês mais frio, enormes fogueiras passaram a ser acesas para que as pessoas se aquecessem em seu redor. Várias brincadeiras entraram para a festa, como o pau de sebo, o correio elegante, os fogos de artifício, o casamento na roça, entre outros, com o intuito de animar ainda mais a festividade.
        As comidas típicas dessa festa tornaram-se presentes em razão das boas colheitas na safra de milho. Com esse cereal são desenvolvidas várias receitas, como bolos, caldos, pamonhas, bolinhos fritos, curau, pipoca, milho cozido, canjica, dentre outros.
     Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. 
      Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.
  • No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
  • Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
  • Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

Origem da fogueira

De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" em árvore de natal, a fogueira do dia de"Midsummer" (24 de junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França). Estas celebrações estão ligadas às fogueiras da Páscoa e às fogueiras de Natal.
Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã,festival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

 O uso de balões 

 O uso de balões e fogos de artifício durante o São João no Brasil, está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Este costume foi trazido pelos portugueses para o Brasil, e ele se mantém em ambos lados do Atlântico, sendo que é na cidade do Porto, em Portugal, onde mais se evidência. Fogos de artifício manuseados por pessoas privadas e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa no Nordeste, em outras partes do Brasil e em Portugal. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista. Em Portugal, pequenos papéis são atados no balão com desejos e pedidos.
Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de cinco a sete balões para se identificar o início da festança. Os balões, no entanto, constituem atualmente uma prática proibida por lei em muitos locais, devido ao risco de incêndio.
Durante todo o mês de junho é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas, conhecidas por nomes como traque, chilene, cordão, cabeção-de-negro, cartucho, treme-terra, rojão, buscapé, cobrinha, espadas-de-fogo.

O mastro de São João

O mastro de São João, conhecido em Portugal também como o mastro dos Santos Populares, é erguido durante a festa junina para celebrar os três santos ligados a essa festa. No Brasil, no topo de cada mastro são amarradas em geral três bandeirinhas simbolizando os santos. Tendo hoje em dia uma significação cristã bastante enraizada e sendo, entre os costumes de São João, um dos mais marcadamente católico, o levantamento do mastro tem sua origem, no entanto, no costume pagão de levantar o "mastro de maio", ou a árvore de maio, costume ainda hoje vivo em algumas partes da Europa.
Além de sua cristianização profunda em Portugal e no Brasil, é interessante notar que o levantamento do mastro de maio em Portugal é também erguido em junho e a celebrar as festas desse mês — o mesmo fenômeno também ocorrendo na Suécia, onde o mastro de maio, "majstången", de origem primaveril, passou a ser erguido durante as festas estivais de junho, "Midsommarafton". O fato de suspender milhos e laranjas ao mastro de São João parece ser um vestígio de práticas pagãs similares em torno do mastro de maio. Em Lóriga a tradição do Cambeiro é celebrada em Janeiro.
Hoje em dia, um rico simbolismo católico popular está ligado aos procedimentos envolvendo o levantamento do mastro e os seus enfeites.
Todos estes elementos foram se fundindo atraves do tempo, e misturando-se também com aspectos da cultura indígena, afro-brasileira e acabaram tendo características particulares em cada região do país.

Alunas : Caroline Azevedo Cordeiro . nº : 06 .
             Caroline de Lima Ribeiro .    nº: 07.
             Daniele de Oliveira . nº : 11.
             Jessica Almeida . nº:22.
             Laís Marques . nº: 27.
             Monique Firmino . nº : 35.
             Risomar Helena . nº: 41.
Grupo 1

Bibliografia :